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O tempo tem-me dado razão e, pelos vistos, o mercado dos tablets está a afundar-se vertiginosamente. Pode ser devido aos phablets, mais competentes, ligados à rede com o SIM telefónico e com ecrãs que servem suficientemente quase todas as necessidades, como também pode ser ao preço a que são vendidos os necessários acessórios (capas e capinhas, teclados, películas protectoras, o que se agrava no caso dos iPads que obrigam a adaptadores) ou, mais recentemente, pode ainda ser devido à terceira vaga de inimigos: os dois em um, ou híbridos, que estão a ser democratizados a uma velocidade vertiginosa.
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Não me levem a mal, eu gosto de tablets, só que nunca comprei um. A minha vida profissional obriga à escrita e isso de pressionar um ecrã maior que um telemóvel nunca me foi prático. Sou daqueles que vai aos eventos e acontecimentos tecnológicos de smartphone na mão. Escrevo nele, com os dois polegares e com uma razoável velocidade, o que me escusa de transportar um laptop que pesa no colo.
Mas porque escrevi tanto sobre, afinal, nada? Porque, muito sinceramente, experimentei finalmente um tablet que me seduziu plenamente. “O quê, todos os tablets são iguais e tal”, concordo, e este não é diferente: é rectangular, tem um belo ecrã de 10,1″ e sistema operativo Windows 8.1 (que será elevado a 10 no próximo final de Verão). Só que tem uma diferença para um tablet tradicional: por meio de dois poderosos ímanes, atraca-se a todo um teclado externo que, para além de possuir uma entrada USB, permite encaixar um disco rígido com até 1TB. Sim, leram bem, um disco rígido que o transforma num ultra-laptop. E isto, meus senhores, é a resposta a todos os meus desejos e necessidades.
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O mercado está a ser inundado com propostas semelhantes de marcas como a Asus e Lenovo, mas este Acer Aspire Switch 10 tem esta enorme vantagem de poder assumir-se como laptop devido à capacidade externa. Destacado, é um tablet com todas as funcionalidades dos outros, com um belo ecrã FullHD IPS de 10,1″ reforçado pelo Gorilla Glass 3 e resolução 1920 x 1200, processador Intel Atom Z3735F Quad-core 1.33 GHz com 2GB de RAM e 64GB de memória interna. No lado direito, os botões físicos: on/off, volume e a tecla Windows, situada invulgarmente aqui e a que não me adaptei nos dias que trabalhei no Acer. Mas desculpo qualquer coisa quando duas colunas estéreo estão colocadas por baixo do ecrã e voltadas para o utilizador. Perfeito. No extremo oposto, 1xUSB, 1xHDMI e alimentação.
Existem dois pormenores que a Acer pode muito bem mudar no futuro: a entrada de alimentação é por adaptador AC dedicado, o que o obriga a transportar para todo o lado. Sim, este Acer esgota rapidamente a bateria (ao fim de 5 ou 6 horas de trabalho), pois trabalha-se nele e com ele. Portanto, para uma saída de dois dias é necessário transportar o cabo em vez de um tradicional e omnipresente USB. O segundo pormenor é o facto de ter equipado o teclado com uma entrada USB 2.0 e não 3.0, cada vez mais corriqueira e, vamos ser sinceros, prática. Não fosse isto, era o híbrido perfeito.
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Mas não se pense que este dois em um fica por aqui em termos práticos: o sistema basculante permite virar completamente o teclado para várias utilizações. E, para compor o ramalhete, podemos encaixar o tablet de costas para o teclado, o que permite assumir a posição de tenda para visionamento de filmes.
É raro deixar-me entusiasmar por um computador ou tablet, mas fiquei rendido ao Switch 10. O ensaio coincidiu com uma viagem a Barcelona para a descoberta do novo Seat Ibiza e nem pestanejei. Olhei-o, meti-o na pequenita mala de mão e assim fui dois dias para longe. Foi nele que fiz todo o trabalho de edição das fotografias, produção de texto e inserção no blogue de forma extremamente rápida. O problema é que tive de fazer várias pausas, pois muita gente queria perceber o dito, se era dos tais que se dividem e se trabalhava com afinco. Curiosamente, em Lisboa, aconteceu-me várias vezes o mesmo. As pessoas ficam rendidas ao tamanho, qualidade de construção e materiais, dimensão e, quem o pegou, peso (1.17 kg com teclado).

 

 

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Logicamente que a vantagem está do lado do teclado, com a possibilidade de escolhermos o disco rígido (quanto maior, mais caro). O resto terá sempre a ver com o sistema operativo. Para mim, o Windows num tablet é funcional, pois espelha-me o computador de trabalho. Podia ser Android, pois espelharia o smartphone, ou até mesmo iOS para me acompanhar no Macbook. Mas é Windows com as vantagens e desvantagens que implica. Espero que o futuro Windows 10 transporte uma dinâmica mais moderna para os tablets, pois confesso que é difícil trabalhar num ambiente de trabalho que não se amplia com os dedos.
Tenho de apontar outras características: tecnologia Zero Air Gap, duas câmaras vídeo/foto (a frontal tem 2MP), tecnologia Acer LumiFlex que ajusta automaticamente o brilho e o contraste para optimizar a visualização do ecrã ao ar livre, teclado chiclete com Precision Touchpad que suporta seis gestos e consegue distinguir entre gestos intencionais e contactos acidentais, duas portas USB 2.0, uma porta micro HDMI e conectividade sem fios por Bluetooth 4.0 e Wi-Fi 802.11a / b / g / n.
E atenção à oferta do Microsoft Office 365 Personal, sem custos adicionais e ao preço final.
Concluindo, quero um!
Acho que resumi tudo.
PVP: 299€ (só com 64SSD)
          349€ (64SSD + 500 HDD)
selo Xá das 5

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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