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Olhar e admirar o corpo deste novo Acer S 13 é parte do prazer por ter optado pela sua compra. O corpo, extremamente fino (14.5mm) é reforçado pelo peso pluma (1,3 Kg) e um design quase imaculado. A tampa rugosa do ecrã aumenta o grip quando o transportamos sem capa e quando a abrimos salta à vista a beleza do alumínio escovado num preto brilhante mas que… agarra muito as impressões digitais. Mas esquecemos este pequeno óbice quando apreciamos a secção de cor metálica onde está inserido o mecanismo de abertura, os ventiladores e a designação do modelo.

Será este um modelo para profissionais em constante movimento ou para utilizadores que gostam de se fazer acompanhar do seu instrumento de escrita, por exemplo bloguers, para também usufruir das estupendas capacidades multimedia que o S 13 oferece num momento mais relaxante numa esplanada ou à beira de uma piscina? Pois que podemos estar perante um laptop que responde bem a ambas as utilizações.

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Mal o ligamos percebemos-lhe a extraordinária rapidez de processos. Mas basta uma visita à informação do sistema para perceber a razão: afinal, estamos a utilizar um S 13 de topo, mais propriamente o modelo s5-371, com processador Intel i7 que corre a 2.60GHz, com 8GB de RAM e um unidade SSD Lition CV1 de 512GB que responde num ápice a qualquer solicitação. Aqui há que abrir um parentesis: esta é uma máquina que foi pensada para ter um preço convidativo, mas que nesta configuração aproxima-se das propostas das marcas adversárias.

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Com protecção Acer BlueLightShield (perfeita para atenuar o brilho e a intensidade para nosso conforto e saúde), o ecrã é FullHD a 1920 x 1080p e oferece um excelente ângulo de visão (IPS). Contudo, e sob a luz extrema de um sol lisboeta às 13h, não faz milagres: é difícil mas não impossível trabalhar no exterior. Ver filmes é que já não é tão convidativo, mas tudo muda em ambiente interior. Boa nota para a qualidade de som (Acer TrueHarmony) com duas colunas que, mesmo montadas na base, transmitem um som claro com bastante qualidade e alguma presença, chegando mesmo a criar um surround virtual para acompanhar os mais recentes blockbusters. O logotipo impresso Dolby Audio não será alheio a toda esta qualidade que, mesmo no máximo da potência, não entrou em distorção, o que é de assinalar.

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Também mudei de ideias ao longo da utilização. Se o teclado não me agradou logo aos primeiros instantes, com um curso muito directo, depressa me habituei e adaptei e no final da experiência passei a ficar fã. O trackpad está posicionado quase ao centro, é rápido e tem a possibilidade de, ao utlizarmos três dedos na horizontal, passarmos entre as janelas abertas para escolher uma, e vertical para fazermos zoom à página em preview. É um “atalho” funcional. Ainda existe outro que depende do toque das pontas dos dedos: um dedo abre o atalho para as funções, dois dedos abrem o menu Windows e três ou quatro dedos (umas vezes funcionava outras não) abrem o menu de acção (action center). Muito interessante e também suporta gestos Windows 10 PTP.

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A bateria, mal o liguei, prometeu umas gloriosas oito horas de acção, mas depressa caíram para cerca de cinco com uma utilização de ensaio, ou seja, sempre conectado, muito vídeo, áudio no máximo, transferências e uma breve edição de vídeo sem espinhas, mesmo que utilizando a gráfica HD da Intel.

O S 13 vem preparado para “a vida moderna” com dois USBs 3.0, um USB-tipo C 3.1, leitor de cartões SD, conexão HDMI out e o combo para auscultadores/microfone 3,5mm.

Há que apontar que a versão de ensaio, o S 13 em preto Obsidian Black, não tem ecrã táctil, opção que encontramos na versão branca Pearl White.

Resumindo, nesta configuração é um laptop ultra rápido e silencioso, o que garante resultados francamente bons para qualquer tipo de utilizador, seja um artista multimedia ou um gestor de dados secretos que necessite de escrever muito código. Falta, nesta versão em Obsidian Black, o ecrã táctil, mas para pessoas como eu que ainda mantêm o Macbook Pro como laptop, não faz realmente diferença. Quanto às outras, é uma questão de optar pela cor branca com o pormenor metálico em dourado o que o catapulta para uma exclusividade feminina.

Problemas? A junção da tampa ao ecrã podia ser mais perfeita e as dedadas no corpo metálico são difíceis de passar despercebidas. A bateria poderia ter mais stamina e o ecrã táctil deveria ser também uma opção na cor preta.

Juntando os prós e os contras, estamos perante um laptop fantástico e bem equipado nesta versão… mas paga-se (e bem) por isso. Resta dizer que este S 13 já conquistou alguns prémios e percebi muito bem porquê.

PVP (versão ensaiada): 1399€ 
Versão base à venda a partir de 799€.

 

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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