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As marcas têm feito o que podem para sobreviver à derrocada de vendas dos PCs. Se os tablets foram inimigos de combate, agora são os dois em um e os híbridos a tomar conta das prateleiras nas lojas, já para não falar dos cada vez mais poderosos Phablets.

A HP continua na linha da frente em todas as áreas. Será uma das raras marcas que consegue, pelo menos em Portugal, disponibilizar todos os segmentos, entre eles mantendo como oferta alguns modelos de secretária (tradicional, não o segmento Gamer que conhece um crescendo).

Por outro lado, o mercado vê uma oferta atípica de monitores de grandes dimensões e até formatos horizontais em ecrãs curvos.

Para tornar tudo ainda mais confuso, existem dois nichos de mercado muito interessantes e que têm os seus clientes fidedignos, nos quais me incluo com o que está montado (neste caso, pousado) na secretária de todos os dias: os microPCs, pequenas caixas que têm tudo o que é necessário, e os All-in-One (tudo-em-um) de que o HP Pavilion 23 é um dos bons exemplos.

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A minha primeira experiência com um AiO foi através de um poderoso iMac de 20”. Digo poderoso, porque tinha um processador bastante avençado à época em que o comprei, talvez por volta de 2008. Rendi-me novamente à Macintosh com esse maravilhoso computador que vendi quando me mudei para São Paulo. Ainda guardo alguma saudade, confesso.

A HP, e outras marcas, perceberam este filão: um design fantástico, tudo incorporado na mesma caixa que deveria ser em alumínio, nenhum cabo para desarrumar a secretária e as ligações necessárias. O resultado recente? Este Pavilion 23, por exemplo, bem equipado, competente, equilibrado mas com lugar para melhorias.

Antes de mais, a máquina: existem várias opções, em que podemos escolher um processador Intel Core i3 com 4GB e 500GB de disco, ao processador i5 com 8GB RAM e 1TB de disco.

Para ensaio, calhou o i5 com 4GB de RAM e 500GB de disco, uma arquitectura comum a muitos modelos existentes no mercado, como por exemplo no Asus VivoPC VM62 que faz parte da redacção do Xá das 5.

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A parte positiva é que este computador está integrado na caixa que monta um belo ecrã de 23” táctil (LED IPS Full HD 1920 x 1080 pixels), um stand que permite escolher um ângulo confortável, e muitas ligações num pequeno painel traseiro, infelizmente de acesso dificultado: 2 x USB 2.0; 2 x USB 3.0; HDMI, Ethernet e alimentação. Mesmo na base, com acesso ainda mais complicado e ao centro das duas colunas de som, estão mais 2x USB 2.0, a ficha 3,5mm (phones/micro) e o leitor de cartões SD.
E atenção que existe uma drive CD/DVD com acesso lateral, algo cada vez mais raro nos dias de hoje mas que ainda dá muito jeito.

Um ecrã táctil de 23” montado como se fosse um monitor tradicional? Sim, parece estranho e requer habituação, mesmo para quem já está habituado a ecrãs tácteis. Confesso que, pelo form factor, poucas vezes estendi o braço para tocar-lhe, mas mais vale sê-lo do que parece-lo, certo? A qualidade de imagem satisfaz plenamente e este Pavilion parece que foi feito para se ver séries e filmes através da, por exemplo, Netflix. Os jogos mais simples correm bem, mas quando precisamos de puxar pela gráfica, percebemos que esta aquitectura não foi pensada para isso. Por outro lado, as colunas, assinadas pela B&O, têm qualidade e até alguma potência. Não são audiófilas, mas servem para se ouvir música enquanto trabalhamos. Funcionam melhor nos filmes, portando-se à altura do necessário. A qualidade de som através de auscultadores é bastante boa, por sinal.

Mas nem tudo são rosas, por exemplo, o barulho da drive mecânica faz-se ouvir, pois está mesmo defronte ao utilizador em vez de numa caixa junta ao chão. E se o disco for um HDD de 1TB, a 7200 rpm, o ruído, porque constante, pode ser aflitivo para quem necessita de uma ambiente regrado e silencioso. Por outro lado, foi rara a vez que a ventoinha entrou em acção, o que demonstra que este Pavilion aquece pouco.

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Um outro campo a repensar, são os acessórios que acompanham este Pavilion 23: o teclado e o rato (ambos em plástico) que vêm no pacote têm que ser conectados por USB, ou seja, através de cabos. Confesso que não estava à espera e é um factor que me levaria a ter de gastar dinheiro extra na compra de um conjunto wireless.

Mas e para trabalhar, aguenta-se? Pois com certeza e muito bem: a placa gráfica Intel HD4400 serve perfeitamente as necessidades de um utilizador doméstico ou mesmo de um escritório tradicional. Tudo corre como deveria, o som até tem presença, podemos editar fotografias e até um pequeno vídeo, mas nada de muito rigoroso ou complexo (esqueçam o 2K, quanto mais 4K).

Resumindo, é um bom equipamento para se ter em casa para as tarefas do dia a dia, ou mesmo em qualquer escritório que utilize o Office 24/7. Contudo, o preço é algo elevado, mesmo tendo em conta que também compramos um monitor com qualidade e de boas dimensões.

 

PVP: 999€

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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