O que nos faz escolher um powerbank em detrimento de outro? O design, a segurança ou o preço? Será que a Duracell acertou na mouche com este modelo?


Chegou por correio um pedido que, confesso, só me tinha acontecido uma vez e já foi há bastante tempo: a análise a um Powerbank. A diferença para os outros? Ser de uma marca muito conhecida que apostou numa forma original e com pergaminhos para conseguir ser mais notada na prateleira dos carregadores o que, convenhamos, já é uma vitória.

O que se pode dizer sobre carregadores USB? Bom, há três ou quatro parâmetros que devemos ter em conta: o tempo de carga, o tempo de recarga, a qualidade de construção e a segurança.

Ora vamos lá perceber se o Duracell Rechargeable Powerbank é garante de vitalidade e durabilidade.

Antes de mais, um forte aplauso para a malta do marketing que aprovou a ideia do centro de design e evolução técnica: o equipamento está vestido à… Duracell! Exacta e finalmente, temos um design rigorosamente semelhante às pilhas que identificamos em qualquer ponto de venda, ou seja, um corpo pintado com ⅔ de preto e ⅓ de dourado, fugindo das caixas pretas e bafientas que a marca usou até agora.

Os novos Powerbank surgem em três capacidades, tendo-me calhado a do meio com 6.700 mAh que custa sensivelmente 30€ no mercado português. A marca garante que esta unidade tem vantagens em relação à concorrência e, por isso, apresenta um preço um pouquinho mais alto. Será que vale a pena? Pois pensem assim: o vosso telefone que custou muitos euros vai-lhe estar ligado.

Este Duracell tem 2 x Fast Charge e Dual Charge. Vamos por pontos: o duplo Fast Charge promete o carregamento rápido tanto do Powerbank como do equipamento que lhe ligamos a 2.4 Amp in e out. Interessante, certo? Atenção aos 5V 2.4A que é o máximo!

O Dual Charge serve também para carregar tanto o PowerBank quanto o smartphone simultaneamente! E isto sim, poupa tempo e é uma função verdadeiramente útil.

A marca também esclarece que recarrega o equipamento duas vezes mais rápido comparativamente ao método mais tradicional através da tomada de parede.

O Duracell tem quatro leds luminosos que se vão apagando à medida que a carga se vai esgotando. Cada led significa 25% do total da capacidade do Powerbank. Os leds estão acesos enquanto recarregamos o Powerbank, desligam-se automaticamente depois de pressionarmos o botão ou após uns segundos após ser conectado ao equipamento. Tudo normal, portanto.

O número de vezes que o Duracell pode recarregar o smartphone, ou outro equipamento compatível, tem a ver exclusivamente com o tamanho da bateria inclusa. Ou seja, se quiser recarregar o meu Mate 10 Pro (4000 mAh) sei que o Powerbank dará para, sensivelmente, uma vez e meia. Se estivermos a falar de um iPhone 7 cuja bateria tem uns ridículos 1.960 mAh, então a publicidade que a marca faz e que promete três recarregamentos está mais que certa e até peca por defeito. Portanto, “é só fazer as contas”.

Resta-me focar outro ponto importante: a Duracell apostou, e quanto a mim bem, nos terminais USB clássicos, ou seja, o “normal” e o micro-USB. Não vale a pena apontar que os novos smartphones já possuem a conexão USB-C, pois basta ligar um cabo com essa característica em vez do que vem no pacote. Ou usar um adaptador. Acaba-se assim a polémica.

Mais importante, a Duracell aposta na segurança e afirma que tem mais de 10 medidas para nos proteger de qualquer azar com destaque para a tripla protecção do circuito, a qualidade das células, a resistência ao impacto ou a utilização de plástico retardador na eventualidade de um incêndio.

Numa comparação directa com o Powerbank Microsoft que tenho há cerca de três anos e que, como podem ver pelas imagens, se apresenta num design muito semelhante, posso adiantar que a diferença de capacidade não é extraordinária para o tempo de evolução técnica: 6.000 mAh para o Microsoft, 6.700 para o Duracell. Vale o que vale, mas fica o dado.

 

Acima de tudo, o que me levaria a comprar o Duracell? Sou muito franco: o design! É giro que se farta e lembra sempre o coelhinho a tocar tambor. Mas deixei para último a melhor característica: o peso! Este Duracell é leve, leve, leve e isto conta muito quando temos de transportar mais uma coisa na mala ou pasta.

PVP: 30€ (mas atenção às promoções).

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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