O Hisense Infinity H11 Lite é um elemento fundamental para a fortificação da marca em Portugal. Será que compensa os euros pedidos?


O Hisense Infinity H11 Lite em análise

Na minha perspectiva, há que ter sempre algum cuidado quando pegamos num produto de gama baixa de um super fabricante chinês.

Repare-se no que aconteceu com a Huawei que, em poucos anos, deixou de estar associada ao segmento low budget para ombrear agora com as duas mais poderosas marcas no que respeita a telefonia móvel (sempre gostei de usar este termo).

Portanto, quando pego neste super básico Hisense olho-o com alguma antecipação do que poderá vir da gigante chinesa, visto que já provaram ter força e dinheiro para chegar ao topo de qualquer segmento industrial.

(vide a recente apresentação das Laser TV em Madrid)

Hisense Infinity H11 Lite

O design low cost

Quando pego no Hisense H11 Lite percebo-lhe as manhas: apresenta um corpo grande, como a moda quer, um ecrã 1440 x 720 esticado para o formato 18:9 de 5,9”, como a malta nova quer, um corpo mesmo assim delgado e leve, como todos queremos, e, acima de tudo, é realmente barato, como desejamos.

O H11 Lite pode muito bem ser o smartphone perfeito para oferecer à filharada, visto que o seu corpo é basicamente plástico com uma tampa de alumínio traseira que sugere ser resistente às quedas normais.

Em termos de características técnicas, não há muito a dizer: é uma máquina simples, com coração pouco traquina e só algum fôlego para alguns jogos.

Ou seja, tem apenas 2 GB de RAM para 16 GB de memoria interna, o que obriga a adquirir um cartão de memória, e o processador já não é uma novidade, pois a escolha recaiu no MediaTek MT6737T Quad-Core.

Na verdade, serve muito bem para fazer tudo o que, afinal, se faz com um smartphone, mas fiquemo-nos pelos jogos mais básicos que não consumam muita memória nem capacidade gráfica.

Hisense Infinity H11 Lite

Dá para jogos?

Se optarmos por um “Real Race 3” é certo e sabido que vamos ter paragens não forçadas e alguns saltos não desejados. Mas se gostam de paciências, plataformas e alguns desportos como snooker e ténis, é perfeito.

De resto, este Hisense H11 Lite tem tudo o que precisamos: entrada para auscultadores, USB para recarga e transferências, uma coluna de som colocada atrás mas que não é tapada pelo dedo, e um sensor de impressões digitais colocado logo abaixo da câmara principal.

O formato do ecrã quase que nos obriga a baixar uns quantos “Netflix” para depois poder vê-los durante as viagens nos transportes públicos.

A qualidade de imagem deste ecrã é suficiente para este fim, mas demonstra que estamos mesmo perante um base de gama, com pouca definição e algum grão.

Quanto à reprodução sonora, é obrigatória a utilização de auscultadores.

Passemos então à secção fotográfica.

Foto e Vídeo

Hoje em dia escolhe-se o smartphone também pelas suas características e qualidades fotográficas.

O H11 Lite não está mal equipado, com uma câmara principal de 13MP (f/2.2, com HDR) e a frontal de 8MP com flash LED mais que suficiente para tirar umas boas selfies.

A câmara principal grava vídeo a 1920 x 1080 e a secundária a 1280 x 720 (ambas a 30fps), suficientes para guardar as memórias e momentos de uma vida mas não mais que isso. Algum grão e pouca definição são as críticas menos boas.

Hisense Infinity H11 Lite

Considerações finais

Com uma bateria de 3400mAh, este H11 Lite aguenta-se muito bem durante um par de dias, o que é uma boa notícia para quem o vai utilizar apenas como, enfim, telefone e umas buscas pela internet, assim como ver uns vídeos no youtube e ouvir umas músicas (tem rádio).

Está ainda equipado com Android 7.0, o que demonstra o relativo atraso em relação a alguns concorrentes mais modernos e com marcas mais definidas, como o Alcatel idol 3 ou o Motorola E4, mas apresenta-se como uma boa solução para quem não quer gastar muito dinheiro num terminal e que seja um utilizador normal.

O preço podia ser um niquinho mais baixo para catapultá-lo para grandes vendas, mas está coerente com a oferta no mercado português.

E o ecrã 18:9 é uma mais valia, sem sombra de dúvidas.

Saliento, ainda, que na caixa vem uma capa de protecção maleável e, muita atenção, uma película de protecção para o vidro, algo que nunca tinha visto antes.

Clap Clap Clap!

PVP: 189€

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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