Com corpo em cerâmica, pesa 1,11 kg e tem uma espessura máxima de 1.04 cm. Agora imaginem-no com um Octacore e 16 GB de RAM.


Retirar o HP Spectre da embalagem é todo um momento especial: poucos computadores conseguem entusiasmar-nos a este ponto e se até há meia dúzia de anos este sentimento era exclusivo de quem comprava um Macintosh, vulgo Apple, hoje temos PCs que rivalizam e até superam os produtos da outrora maçã de desejo. O Spectre é um deles e não só rivaliza como os ultrapassa em alguns pontos.
Acer Spectre
O meu MBP de 2011 tem o dobro da espessura do Spectre.
Esta versão, em branco baço e com a secção das ligações num bronze dourado, ou pink gold como se costuma dizer agora, e que acompanha as linhas interiores tanto da tampa quanto da base do teclado, é de uma beleza invulgar. De linhas muito simples e sólidas, tudo está pensado para não nos distrair. Temos o ecrã e o teclado, nada mais importa. E, na verdade, tudo o resto parece que lhes serve apenas como base de sustentação.
Acer Spectre
O logotipo estilizado está colocado na tampa e na base do ecrã, sempre presente de qualquer ângulo para não nos deixar esquecer do que temos na mão (ou defronte aos olhos). O teclado, com teclas de grande dimensão e com bom espaço entre elas, tem ainda uma secção extra, à direita, com alguns comandos directos para facilitar algumas funções. O trackpad, em vidro, é responsivo (podia ser um nadinha mais directo) e permite um conjunto de tarefas de zoom, selecção e movimento. O topo desta secção é dominado da esquerda à direita por uma coluna assinada pela Bang & Olufsen que faz a diferença qualitativa. Nada foi deixado ao acaso e o preço final começa a ser justificado.
Acer Spectre
É nas ligações que este Spectre ultrapassa o seu adversário de Cupertino. Temos ao dispor duas ligações Thunderbolt 3 e uma USB-C que também acumula a função de carregamento. Existe ainda uma entrada 3,5mm para auscultadores que duplica a função para microfone. Fisicamente, e para além do teclado, só existe uma tecla para ligar e desligar o computador. Nada mais. E mais nada é necessário. Toda a linha exterior e interior é de uma simplicidade incrível e de uma beleza (sim, a tecnologia pode ser bonita ou feia) singular.
Acer Spectre
E o que dizer do coração desta máquina? Esta versão está equipada com um processador Intel de oitava geração i7 8550U reforçado com 16GB de RAM e tem montada um disco de 256 GB SSD, mais que suficiente para o tipo de tarefas que o profissional que escolhe este tipo de equipamento vai fazer no dia a dia.

Mas o que dá realmente gozo de utilização, é puxar por uma máquina destas. Para isso, nada melhor que instalar dois programas de edição. Escolhi o HitFilm Express para vídeo e o Audition para áudio. Hoje em dia, qualquer máquina com características minimamente interessantes, consegue produzir um, por exemplo, podcast com gravação de voz e montagem com vários elementos, desde música a efeitos. Mas tudo muda quando falamos de ficheiros de imagem, sendo que o vídeo puxa muito mais pela gráfica (este ultrabook surge com a Intel UHD 620). O Spectre, não sendo pensado para este tipo de produção, finaliza as operações sem qualquer tipo de esforço, com uma rapidez de processamento digna de registo e sem falhas ou engasgos que acontecem frequentemente aquando a montagem de um vídeo numa máquina com menor valias.
Acer Spectre
Se o som debitado pelas colunas B&O tem uma qualidade assinalável, penso que o ecrã podia ser melhorado, tanto a nível de coating (é muito reflexivo quando se está no exterior) quanto ao nível máximo de brilho, insuficiente para se ver um filme com pujança quando se está, por exemplo, numa esplanada (e sem muito sol). Por outro lado, e em condições ideais, a qualidade de imagem é um primor com este ecrã táctil FHD IPS com protecção Corning Gorilla Glass NBT. A resposta ao toque é quase imediata o que atenua o ponto menos bom.
Num campo que me toca profissionalmente, a escrita é um prazer, o teclado retroiluminado (WLED) é confortável, o toque muito bom, mas gostaria que tivesse um pouco menos de espaçamento entre as teclas, já de si grandes, para ser totalmente perfeito.
Acer Spectre
As teclas de função têm em mente o profissional em viagem, o engravatado que preenche folhas de Excell quando está sentado no avião, e para eles até tem uma tecla directa para activar/desactivar esse modo. Mas há mais curiosidades: por exemplo, a tecla F1 tem também um ponto de interrogação. É um assistente rápido para nos ajudar naquelas que são as dúvidas momentâneas, como conseguir encontrar um documento no disco, explicar qual a razão porque não estamos online e mostrar uns quantos passos para resolver a situação, abrir o assistente de voz, esse tipo de coisas. É útil e rápido e uma tecla muito bem vinda para quem não tem tempo a perder em menus e sub-menus.
Acer Spectre
O novo Windows tem suporte nativo para a utilização de uma caneta e este ecrã táctil promove essa interacção. Tirar partido do Windows Ink para desenhar gráficos ou outro tipo de ilustrações é tão fácil quanto o jeito que se tem para o traço.
Concluindo, o Spectre ajuda a HP a manter-se no topo da linha executiva. Este modelo nasceu bem e evoluiu da melhor forma, incorporando o que de melhor existe para este tipo de “campeonato”. É ideal para quem viaja ou marca 30 reuniões por dia, sendo realmente muito leve e extraordinariamente rápido. Se já era fã, mais fiquei. A capa de protecção inclusa é um acessório bem vindo e protege realmente o belo corpo deste Spectre.

PVP: 1699€

Acessórios incluídos:
Capa
Adaptador USB Type-C para USB 3.0
Dongle USB Type-C para HDMI

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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