O novo tablet Huawei MediaPad M5 chega em três medidas e está à altura dos rivais Samsung e Apple. Mas tem um pequenito defeito que me desesperou.


Análise Huawei MediaPad M5

E, num repente, como se fosse vindo do passado, eis que chega um tablet para análise, desta feita, o novo e esbelto Huawei MediaPad M5.

São, como podem até perceber pelo número de análises produzidas aqui no Voicebox, cada vez menos os modelos que atraem a atenção do utilizador que, relembro, olhou para os tablets como o futuro da computação.

Estávamos no início desta década e em poucos anos tudo mudou. O desinteresse é crescente, muito devido à aposta dos fabricantes em lançarem sofisticados smartphones com ecrãs de 6” ou muito próximos destas.

Confesso que passei anos sem tablet e, curiosamente, adquiri um recentemente em quarta ou quinta mão porque, quando saiu, desejei tê-lo feito. Posso dizer que é o Sony S, aquele do formato tipo revista dobrada que faz todo o sentido em termos práticos.

Sempre gostei da medida 8”. Não era tão pequena como os tablets de 7” que não me fazem sentido e conseguiam ser bem mais leves e compactos que as versões de 10”, alguns tão pesados que nunca lhes percebi a utilidade.

Mas os tempos evoluem e se os smartphones continuam a sua progressão tecnológica, algumas, poucas, marcas ainda gostam de mostrar que estão presentes no segmento.

É assim que chegamos ao Huawei MediaPad M5, a novidade da gama MediaPad que já nos conforta há alguns anos e que sempre foi um espelho da política de conquista da marca chinesa.

Análise Huawei MediaPad M5, um tablet que só tem um defeito

A primeira razão para o sucesso

É fácil perceber quando um gadget ou equipamento traz uma mais valia à vida das pessoas. É deixá-lo ligado numa mesa ou cadeira lá de casa. Se ao fim de uma hora continuar sem ser mexido, não interessa ao comum dos consumidores.

Mas se desaparecer nos primeiros minutos, temos algo de importante nas mãos.

E isso foi o que aconteceu com o MediaPad M5.

Não soube dele durante os primeiros dias após o ter colocado na tal mesa.

A culpa? A minha mulher que usa um tablet de 8” para poder seguir as suas séries Netflix um pouco por todo o lado. Nunca o apreciou devido à lentidão de processos. Até chegou a desesperar por isso.

Mas confessou-me, num bilhetinho que me deixou na mesa passado uns dias, que já considerava este Huawei como o seu tablet. Que era fabuloso, isto e aquilo. Pediu-me que falasse “lá com a marca, resolvesse o problema, aquilo era dela”.

Poderia deixar a análise do novo M5 assim, pois é isto que conta.

Mas convém explicar mais qualquer coisa, não é?

Análise Huawei MediaPad M5, um tablet que só tem um defeito

Versões para todos os gostos

O novo Huawei MediaPad M5 está disponível em três versôes:

  • Ecrã 8,42
  • Ecrã 10,8”
  • Versão Pro com ecrã 10,8” e Stylus incorporada no pacote

Esta breve designação já mostra o potencial de cada um e o tipo de consumidor que os vai preferir, por isso, vou concentrar-me apenas na versão de análise, a 10,8” (normal).

Análise Huawei MediaPad M5, um tablet que só tem um defeito

A versão em análise com 10,8”

A Huawei sempre tentou rivalizar com a Apple e mantém essa “tradição” neste segmento.
Na verdade, o novo MediaPad M5 dá nas vistas, mostra uma qualidade de construção e acabamentos dignos de registo e respira “premium” por todo o lado.

A verdade da vida, porém, demonstra que qualquer produto não Apple é mais prático que os da marca de Cupertino, só que no caso do M5, toda esta verdade ultrapassa a noção dessa verdade para colocar este tablet como um dos mais sofisticados e completos que já utilizei, paralelamente aos modelos Samsung Galaxy Tab.

As circunferências colocadas no topo e na base da traseira de alumínio que dão alguma originalidade ao M5 são, na verdade, as saídas do belo som que as colunas tratadas pela Harman Kardon deixam escapar.

Alto ou mais baixo, temos direito a algum punch grave, embora nunca faça as vezes de um par de colunas de maior capacidade. Mas o M5 é perfeito para, como já apontei lá para cima, ver as séries preferidas da Netflix ou passar uns bons momentos com vídeo do Vevo e Youtube.

Análise Huawei MediaPad M5, um tablet que só tem um defeito

O drama da ficha ausente

Mas eis que, em tudo o que é bom, surge sempre qualquer coisa que me desnorteia.

Qual é a dificuldade, visto o tamanho deste imenso tablet, incluir uma pequenita ligação para auscultadores? Uma reles tomada 3,5mm?

Pois que o M5 não tem tal tomada e obriga-nos, tal como nos mais recentes smartphones das gamas P e M, a usar um horrível adaptador USB-C (porque branco e porque nos vamos sempre esquecer dele) para ouvirmos música com os auscultadores que temos e gostamos.

Ora bolas. Se bem que tente compreender (e aceitar) que se queira poupar espaço nos smartphones (opção que cai por terra com o, por exemplo, LG G7 que mantém a ficha), não entendo esta opção no M5. De todo.

Análise Huawei MediaPad M5, um tablet que só tem um defeito

Sensibilidades

Para que se quer um tablet? Na minha óptica é para ver séries e ler revistas. Pouco mais faço com eles, mas que me dão muito jeito nestas áreas, dão.
Mas cada qual usa-o conforma as necessidades. Mesmo até aqueles que, juntando um teclado sem fios (e um suporte e um rato), pensam poupar peso em relação à utilização de um portátil moderno.

Depois há toda uma casta de utilizadores que exigem o máximo das especificações. Para estes, a Huawei equipou o M5 com um sensor de impressões digitais que duplica a função da tecla central de acção e que faz mais do que simplesmente destravar o equipamento. Mas da Huawei já estávamos à espera disto.

O que não se espera é o reforço da segurança. Li por aqui e ali que houve clientes que travaram o M5 sem querer. E, antes que tal me acontecesse, fui ver o porquê.

Ora o MediaPad M5 bloqueia-se automaticamente após três dias sem utilização. O problema é que obriga à introdução do PIN. Tudo muito bem.

Agora pergunto-vos: já se enganaram no PIN? Quantas vezes? Pois lá está! A partida que o M5 nos reserva é que bloqueia ao fim de cinco tentativas com erro. E aí é levá-lo à loja.

Análise Huawei MediaPad M5, um tablet que só tem um defeito

A máquina

O M5 não é muito diferente de um smartphone Huawei.

Tem montado o ainda recente (mas não último grito) processador da casa Kirin 960, vem com 4 GB de RAM e 32 GB de ROM, extensíveis mediante cartão.

O ecrã tem qualidade FHD+ com 2560 x 1600 pixels de resolução, temos conectividade LTE.

O sistema operativo é Android Oreo 8.0 (deverá acontecer brevemente a actualização para 8.0.1), e para quem realmente quer tirar fotografias com um tablet de 10”, pode contar com uma câmara principal de 13 MP com abertura f/2.2 (nem está mal) e, para as selfies ou no caso de um tablet, os Skypes da vida, uma câmara selfie com 8 MP.

A bateria de 5100mAh serve bem para alguns dias de pouca acção e mais de 10 horas de ecrã activo de seguida.

Os botões do volume e on/off estão colocados na lateral abaixo do botão Home, o que é um pouco estranho, mas algo que não me tira o sono.

Já a ausência da tomada 3.5mm é outra história. E é uma pena, porque estraga aquilo que poderia ser o tablet perfeito para as pessoas que o usam para funções mais ou menos básicas.

Pelo menos, seria-o para mim. Só por isto falha o selo de Ouro, mas ganha um Prata muito alto.

PVP: 399,99€

VoiceBox - selo prata

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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