A Toyota sacou da cartola um Crossover apelativo, dinâmico, equipado, confortável e que vai entusiasmar os mais jovens para o mundo híbrido


Se existe um modelo de segmento médio que faz virar cabeças, mesmo sem se socorrer de acessórios ou variações mais ou menos criativas, ou mesmo com versões super especiais com letrinhas mágicas, é da Toyota e designa-se com três letras: C-HR.

É um automóvel dinâmico, muito, posso dizer, nipónico, com linhas agressivas, fora do comum mas que, por uma vez, são unanimemente consideradas como “cativantes”.

é um modelo que dá nas vistas

O C-HR é um cinco portas com perfil de coupé, com uma dianteira muito esculpida e com uma traseira que lhe confere, para além, da originalidade, muita personalidade. Ninguém consegue ficar indiferente ao formato dos faróis que entram pelo portão e que acentuam o ar desportivo do conjunto, reforçado com um spoiler que dá nas vistas e que encanta os mais afoitos.

Mas nada de entusiasmos! Este C-HR é um modelo híbrido com o mesmo motor com que a Toyota tem vindo a conquistar este novo mundo, inclusive o diesel-dependente mercado lusitano. Na minha própria rua, pasme-se, já estacionam dois Hybrid da marca (bom, um deles é o meu, mas isso não vem ao caso).

Mas se o exterior nos cativa, é o interior que marca a diferença com um selo de qualidade digno de registo para este segmento, uma grande originalidade do traço que se pretende e se consegue futurista, amplo espaço (principalmente para as pernas de quem viaja atrás), muito conforto, bancos extraordinários e muito botão. Sim, muito botão, muita luz, perfeito para quem, como eu, gosta de luzes.

A versão ensaiada, C-HR 1.8 Hybrid Lounge, está recheada de equipamento e nada lhe falta. Destaca-se, obviamente, o enorme ecrã táctil que é a janela para todo um mundo informativo e através do qual acedemos a todos os parâmetros e funções. É fácil entendê-lo e dominá-lo, com legendas grandes e simples. Existe um segundo ecrã informativo no painel de instrumentos e que complementa algumas funções, principalmente de segurança passiva, verdadeiramente úteis para o trânsito citadino.

Do equipamento disponível, destaco o GPS, AC automático bizona, bancos aquecidos, cruise-control adaptativo com assistente de trânsito que nos ajuda como se fosse um chauffeur, ou seja, podemos ficar descansados no fastidioso pára-arranca pois o sistema adapta-se à velocidade/tempo do mesmo e até trava o carro por nós. Impressionante. Já presente em muitos veículos, temos ajudas à condução activas e passivas, com alarmes visuais e sonoros que nos ajudam a ultrapassar os obstáculos quotidianos. Este sistema presente no C-HR já lê sinais de trânsito, por exemplo, assim como nos avisa ao mudarmos de faixa, de um perigo que surge defronte, etc.

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A caixa automática CVT é a já conhecida “da casa”, mas desta vez surge com uma maneta mais tradicional (se a compararmos com o novo Prius, por exemplo). O motor 1.8 VVT-I Hybrid é vigoroso quando se pretende e muito poupado quando se entende, pois as baterias entram em acção sempre que podem o que nos faz realmente mudar a forma de conduzir, pois queremos recarregá-las a cada travagem ou descida para conseguir, em cidade, um consumo que fica abaixo dos 5l/100km como se pode ver na fotografia. E isto, meus amigos, é um crossover pesado, cheio de tecnologia e com genica para até fazer umas incursões fora de estrada. Quem não quiser entender as vantagens de um híbrido…

Mas há pontos menos bons: o desenho, original e impressionante, pode vir a cansar daqui a uns anos. E o perfil tipo coupé obrigou à escolha de umas janelas traseiras que são desconfortáveis para quem viaja atrás e tornam o ambiente claustrofóbico. E isto é importante para quem tem uma família. De salientar que, com as baterias bem arrumadas debaixo do banco traseiro, a capacidade da mala é fantástica para um carro híbrido chegando aos 377 litros antes de rebater os bancos traseiros em 60/40.

De salientar ainda que a qualidade do sistema áudio JBL by Harman é fora de série e que lá continua ao centro do tablier o relógio digital de formato antigo que já passou quase a ser uma marca registada do construtor nipónico.

Resumindo, o Toyota C-HR é uma criação muito conseguida e que apela a toda uma nova geração de condutores que podem, finalmente, ter o look irreverente que pretendem aliado à motorização híbrida.

Ficha técnica

Tipo – 4 cilindros em linha, injecção directa, bateria de hidretos de níquel

Cilindrada – 1.798 cm3

Potência máxima (cv/rpm) – 122/5200 – motor eléctrico 72 CV

Binário máximo (Nm/rpm) – 142/3600 – motor eléctrico 163 Nm

Transmissão – Dianteira

CX Vel – Automática, variação contínua

Vel. Máx – 170 Km/H

Emissões – 87 g/km CO2

 

Preço da versão ensaiada: 35370€

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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