A mudança da designação oficial pode ser a diferença entre o sucesso ou o falhanço comercial


O primeiro carro que guiei era o do meu pai à altura: foi um Opel que em Portugal tinha a designação de 1604S enquanto que no resto do mundo era simplesmente Ascona. Foi um bom carro que até venceu uns quantos rallyes, o que é importante para um miúdo que vai levar a sua colega a casa depois de uma noite de estudo, mas cuja explicação da necessária mudança, à época, era um tanto ou quanto passível de ser mal entendida.

Pela mesma altura, lá nos míticos 80s, a Rexona mudava de nomenclatura ao atravessar a fronteira portuguesa. Por cá passou a chamar-se Rexina durante longos anos.

Lembrei-me deste tópico ao ler o artigo de um blog amigo que fez uma peça sobre o futuro Hyundai Kona que passará a ostentar na sua traseira outro termo: Kauai. Ora se Kona é parte de uma terra Havaiana de nome completo KaiLua-Kona, percebo perfeitamente a problemática dos sul-coreanos. Se a designação oficial não seria abraçada pelos clientes do nosso país, um astro a cair também iria ser alvo de chacota.

Mas os casos não ficam por aqui: recebi recentemente uma publicidade (que nunca pedi) sobre uma câmara de acção da chinesa Xiaomi que se designa Mijiia. Ora isto, em português, faz sorrir o mais sério dos consumidores na hora de escolher um modelo para as suas, enfim, necessidades.

Decerto que esta nomenclatura não será a primeira escolha para um lusitano que procure uma câmara com gravador para instalar no carro.

Mas pior ficaria se escolhesse uma Mijiia para o seu novo Kona, certo?

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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