E se a Garmin as defende, eu contraponho de forma construtiva. Ponto por ponto, quem será o grande vencedor desta batalha?


Recebi um curioso comunicado da Garmin que garante que é mais útil usar um Smartwatch com GPS que transportar um pesado smartphone.

Será verdade?
Pois vamos ver ponto por ponto:

Precisão e rapidez de captação de sinal GPS de alta qualidade
Os relógios Garmin têm sensores GPS de qualidade muito superior aos dos smartphones para além de alguns contarem mesmo com recepção multi-satélite (GPS, GLONASS e Galileo) como os modelos da série Garmin fēnix 5 Plus e isso torna-os muito precisos, permitindo comparar tempos, num mesmo trajecto, com maior exactidão.

Portanto, são perfeitos para quem faz trilhos, caminhadas, desporto e aventura.

O GPS posiciona-nos no mundo com muita precisão.

Mas… teremos sempre de ter um telefone na mochila para fazer a chamada SOS quando entalarmos o pé num qualquer buraco, certo?

Bateria e Autonomia
A utilização do GPS no seu smartphone diminui a duração da sua bateria muito rapidamente e a utilização de um Garmin resolve este problema.

Os relógios GPS Garmin têm uma vida útil da bateria mais longa ao usar o GPS podendo alcançar uma autonomia de 8 a 20 horas, embora a do smartphone dure apenas de 3 a 4 horas.

Os dispositivos GPS dedicados normalmente podem ser conectados a um isqueiro do veículo, permitindo o uso da bateria do smartphone para outras finalidades.

Esta é uma grande vantagem do smartwatch da Garmin.

Mas é também uma vantagem se compararmos um Garmin com qualquer outro Smartwatch à venda no mercado.

Vinte horas já garante um belo “esticão” e tempo de sobra para conseguir esperar por ajuda para nos desentalar o pé daquele buraco, certo?

Robustez e resistência à agua
Os Garmin são muito mais robustos que os smartphones.

Podem ser usados ​​em qualquer condição (alguns podem até ser usados ​​no mar e a vários metros de profundidade).

A chuva e a água de uma forma geral não é benéfica para a maioria dos smartphones.

Quem vai ao mar sabe que tem de usar material próprio.

Existem bolsas de plástico estanques, até em conta, onde podemos guardar o smartphone e assim dar uns mergulhos.

E nestas condições, até podemos fotografar e filmar debaixo de água, coisa que o Garmin não faz.

Neste campo, ficam empatados.

Conforto
A corrida pode ser livre e sem condicionantes se correr sem dependência de equipamentos colados a si, sem pesos e sem acessórios que causem interrupções no seu ritmo natural!

Ter um relógio muito leve no pulso é muito mais confortável, intuitivo e eficaz do que levar um smartphone numa bolsa ou braçadeira no braço.

Vitória total para a Garmin no que toca ao conforto de utilização.

E, devido à memória interna dos smartphones, podemos guardar-lhe alguma música para ouvir através de auriculares ou auscultadores bluetooth.

Visualização de dados muito mais prática
Com os relógios GPS a visualização de dados da corrida ou treino é muito mais prática e fácil, e sem interrupções, enquanto que o smartphone, ao ser transportado normalmente no braço ou numa bolsa, torna a visualização bem menos simples e pendente de factores externos como a luminosidade.

Com o relógio GPS poderá ver todas as métricas e parâmetros que necessita à distância do seu pulso sem ter de interromper a sua actividade.

Bom, ok. Não deixa de ser verdade, mas a malta do jogging tem de estar sempre a olhar para os resultados e pulsações?

Não pode simplesmente esperar pelo final do exercício para olhar as métricas?

Ó diacho… chama-se a isso um grande vício e total escravização do ser humano ao objectivo, real ou não, que quer atingir.

Já ouviram falar do Jim Fixx? Pois que convém…

Sensor de ritmo cardíaco no pulso
Muitos dos relógios desportivos com GPS incluem também sensor de monitorização do ritmo cardíaco no pulso não tendo de emparelhar com as bandas cardíacas de peito, o que lhe permitirá, por exemplo, saber o seu ritmo cardíaco e saber com maior precisão as calorias queimadas já que o cálculo levará em conta o seu ritmo cardíaco.

Este sensor é algo que os smartphones não possuem representando também uma desvantagem face aos relógios.

Isto é verdade, embora existam smartphones que também têm esse sensor biométrico.

Não vou citar modelos.

Tamanho
Os smartphones são dispositivos grandes e com um formato normalmente rectangular (pouco ergonómicos).

Já os relógios com GPS da Garmin foram especificamente desenhados para as actividades desportivas e são ergonomicamente desenhados, adaptando-se muito bem no pulso.
O smartphone ou fica na mão, numa bolsa ou braçadeira de braço ou num bolso com o risco de cair.

Segurá-lo pode ser entediante ou impraticável, especialmente em corridas mais longas ou em ciclismo.

Uma braçadeira ou bolsa de braço pode ser uma opção mas não é confortável nem permite ver facilmente os dados registados.

Bom, isto é bater em quem está no chão.

Não podemos discutir se o tamanho importa.

Por outro lado, se ficarmos com o pé preso no buraco, este factor deixa de ser importante.

Com o smartphone se calhar conseguiríamos lascar parte da pedra que nos prende… ou fazer uma chamada para pedir ajuda.

Peso
Para além de serem de menor dimensão do que a maioria dos smartphones, os relógios, são também mais leves.

Um relógio fica no pulso, seguro e com a informação facilmente visível.

E também para os atletas que levam o treino mais a sério o factor peso conta muito já que todas as gramas contam.

Sim, com certeza. Mas atender aquele cliente que nos paga as contas?

Além das mais-valias acima enumeradas, a Garmin oferece a plataforma Garmin Connect, um serviço gratuito em que pode criar uma conta, registar todas as suas informações e fazer o download de planos de treino (que podem ser enviados para o seu relógio) e monitorizar os detalhes do seu desempenho num só lugar.

Para além disto ainda pode participar em desafios online.

Não há dúvida que os smartphones representam hoje em dia uma útil ferramenta multiusos mas no que a desporto diz respeito os relógios com GPS continuam a ser sem dúvida a melhor opção.

Ok, agree to disagree!

No meu entender, gosto de ambos e quero usar ambos.
Cada um com funções muito específicas, mesmo que muitas delas se repitam.

E vocês, o que acham?

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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