O novo Honda Jazz é um carro muito racional e pisca o olho a quem gosta de tecnologia.

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Qualidade, prestações, imagem e espaço, são os grandes trunfos da história do modelo utilitário da Honda. A nova versão do Jazz mudou muito, tanto exterior como interiormente, o que se aplaude pela capacidade de risco que a marca promove. Não fiquei fã da traseira “à Volvo”, pois que gostava das formas harmoniosas e arredondadas da versão anterior, mas confesso que me deixei deslumbrar por todo o interior, uma verdadeira revolução (mais que evolução) do modelo que agora é substituído.

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A terceira geração do Jazz aumentou de dimensões o que se traduz num maior espaço para os ocupantes que já viajavam à vontade. Aliás, olho para o Jazz como se fosse um pequeno familiar, pois é essa a sensação quando se está lá dentro, reforçada agora pelo ar futurista que o sistema de info-entretenimento oferece. Até a bagageira, de acesso muito facilitado, oferece 354 litros de capacidade, aumentados até aos 1314 com o rebatimento dos bancos que criam um estrado horizontal. Mas há outro truque, único na marca, e que seduz particularmente, sendo quase a razão mais que suficiente para uma escolha racional de entre todas as propostas do mercado: o famoso e engenhoso sistema de bancos mágicos que criam um espaço sem paralelo aos pés do banco traseiro, perfeito para levar uma bicicleta montada. É muito, muito bom. Mas há mais: que tal a função “lounge” que faz da junção dos bancos dianteiros com os traseiros (após retirar os encostos de cabeça) duas verdadeiras camas? O Jazz passa a ser uma mini caravana para uma grande viagem a dois…

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O que realmente salta à vista dentro do Jazz é o tablier e o enorme ecrã táctil de 7″ muito completo e facílimo de usar (ou não fossem japoneses) e que é a janela para o sistema Honda Connect. Muitas funções, desde monitor para a câmara traseira, ao GPS da Garmin, bom sistema de som suficiente para este habitáculo, e todos os comandos à mão de semear são fáceis de apreender e utilizar. Até um pequeno porta copos está bem dissimulado junto à porta (à imagem do Toyota Auris de 2011).

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Ao volante

A Honda escolheu o novo bloco com 1.3 de cilindrada a gasolina que debita 105CV. Para ser despachado em cidade, obriga a muita engrenagem da muito bem escalonada caixa, mas torna-se ruidoso nos regimes mais altos e pouco estável em arruamentos problemáticos com lombas e buracos (Lisboa).

Por outro lado, há tanta ajuda à condução que parece que estamos a bordo de uma nave espacial, tal é o número de avisos visuais e sonoros em relação aos potenciais perigos que poderemos encontrar na viagem.

Tenho de apontar o novo sistema de travagem de emergência em cidade e o limitador inteligente de velocidade que nos vai dando os próprios sinais de trânsito da estrada que estamos a percorrer.

Nota-se qualidade de construção, mas tem acabamentos menos luxuosos que os rivais mais conhecidos (e mais baratos). Não posso esquecer aquele motor bomba do Fiesta…

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Concluindo

Gosto francamente da filosofia do Jazz: espaço a rodos, ambiente adulto e muito prático. É um belo automóvel para a cidade e para o constante transporte de mercadorias e bicicletas que estão na moda. Parece um carro pequeno, mas engana e tomara muitos familiares oferecerem tanto espaço.

É ainda um carro muito bem equipado (na versão de ensaio) e que pisca o olho aos mais jovens com aquele cockpit futurista e audiovisual. Mas, para quem faz muita estrada, não é a melhor das escolhas, pois é ruidoso a altos regimes. Também podia ser mais eficaz nos consumos: em Lisboa fiz uma média de 6l/100.

O novo Honda Jazz é um carro muito racional mas que pisca o olho a quem gosta de tecnologia.

PVP: 17.150€ (versão Trend), 18.100€ (Comfort) e 19.700€ (Elegance)

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João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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