Ecrã vibrante, dimensões perfeitas, câmara de excepção, o que mais faltará ao P10 Plus?


O Huawei P10 plus, o topo de gama da série P que apresenta poucas mas importantes diferenças para o popular Huawei P10.

As principais são o tamanho de ecrã, que no Plus é de 5,5” e qualidade QHD 2k protegido por vidro Corning Gorilla Glass 5.

Apresenta também o fabuloso truque inaugurado no Huawei Mate 9 que permite emular o efeito estereofónico quando visualizamos conteúdos em formato horizontal.

A máquina é portentosa: o Plus conta com o processador da casa Kirin 960 octa-core, dividido em quatro núcleos Cortex-A73 a 2.4 GHz e quatro Cortex-A53 a 1.8 GHz, acompanhado por uma GPU Mali-G71 MP8.

Está equipado com 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno e ainda aceita um cartão microSD com até 256GB. Números realmente impressionantes.

Fisicamente, o P10 Plus é muito bem construído e tem, quanto a mim, as medidas perfeitas. O corpo em metal e vidro é muito suave e acomoda-se perfeitamente à mão, não se sentindo qualquer tipo de arestas. Como tem sido hábito nos recentes lançamentos da marca, podemos reforçar a segurança com uma capa anti-quedas que vem na embalagem.

A qualidade do ecrã 2K é fantástica, com muito brilho e uma leitura facilitada mesmo sob forte luz solar. Onde se vê realmente a diferença para um bom ecrã HD, é na leitura de legendas de uma série ou filme ou, então, na leitura de livros, pdfs e sites noticiosos. Com o filtro de luz azul incorporado, este P10 Plus convida à leitura e consegue ser mais confortável que muitos tablets de 8”.

Também presente no P10, a nova tecla frontal capacitiva serve como botão multifunções para além do sensor de impressões digitais.

Ao pressioná-la para os lados, temos acesso a funções básicas como o retroceder da página que estamos a ver ou até fechar aplicações. Para cima entra em modo de sub-menu para aceder a um conjunto de utilitários Google.

A bateria, que achei curta no P10, apresenta-se agora com maior capacidade a que não é alheio o tamanho físico do Plus. Com 3750 mAH, consegue-se cerca de cinco horas de ecrã com uma utilização mista e activa, de muita net, jogos e alguma música, o que se pode considerar um bom compromisso. Contudo, não passa de um dia com utilização intensiva. O que vale é o carregamento rápido.

O novo EMUI 5.1 é rápido, intuitivo e está muito melhorado para funcionar perfeitamente com o Android 7.0. Tudo funciona muito bem, existe finalmente a gaveta de aplicações, podemos inclusive personalizar as notificações e todos os menus, inclusive através da loja da marca que fornece inúmeros designs que podem brilhar neste excelente ecrã.

A câmara frontal, com assinatura Leica, tem 8MP e uma abertura f:1/9 muito luminosa que garante resultados eficazes, principalmente se levarmos em conta o filtro embelezador que vem de origem.

Mas cuidado com este tipo de tratamento digital: se bem que para fotografias sociais parece melhorar a nossa imagem, visto que limpa automaticamente algumas rugas e borbulhas, temos por vezes alguns erros digitais que este tratamento provoca, como pequenas aberrações cromáticas ou até alguns elementos que desaparecem devido à falta do contraste que entretanto foi modificado por algoritmo.

Já a câmara principal de assinatura Leica que conjuga dois sensores, um com 12MP a cores RGB e o segundo com 20MP monocromático, é apenas extraordinária. Já tinha conseguido belos resultados com o P10, mas a abertura f/1.8 deste Plus é apenas fenomenal.

Podemos realmente ser criativos em termos técnicos, com toda uma suite fotográfica muito útil e fácil de usar, que nos oferece controlo sobre todos os parâmetros, quase como se estivéssemos a utilizar uma câmara fotográfica semi-profissional.

Contudo, convém fazer o trabalho de casa e aprender as bases desta suíte, pois foi pensada para o verdadeiro fotógrafo que há em nós. Por exemplo, o modo automático é muito bom, mas não superior a alguma concorrência. Há que entrar dentro dos menus e mexer nos parâmetros para conseguir a fotografia perfeita.

Mas convém não abusar. Por exemplo, a profundidade de campo, se manobrada na pós-edição, pode ocasionar alguns defeitos digitais, mas se formos cuidadosos, conseguimos resultados excepcionais com muita ou até pouca luz. O P10 Plus comporta-se muito bem em ambientes escuros, desde que tenha uma fonte de luz próxima, como um candeeiro de rua ou uma vela na mesa.

A qualidade em monocromático é entusiasmante e a Huawei é uma referência neste campo desde o lançamento do P9. Este sensor de 20MP consegue apanhar todos os detalhes com um punch dinâmico fora de série para apresentar consistentemente resultados muito dinâmicos.

Podemos filmar vídeo a uma qualidade 4K com 60 imagens por segundo, mas a estabilização óptica está preparada para obter melhores resultados em qualidade 1080P. E para mim, é quanto basta para obter os resultados que pretendo.

Em resumo, o Huawei P10 plus é um fora de série e reúne todas as condições para ser o mais equilibrado Huawei até à data.

É mesmo um dos topos de gama de 2017.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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