Richard Yu, CEO da Huawei, subiu a palco para apresentar a uma plateia cheia a primeira plataforma de computação de inteligência artificial


O burburinho era evidente e a antecipação sentia-se numa enorme sala que foi pequena para albergar todos os jornalistas que acorreram ao convite da Huawei. Mas então e afinal, o que é isto do primeiro processador neural?

Richard Yu, CEO da Huawei, subiu a palco com uma tarefa hercúlea: explicar um novo conceito de computação mobile ao mesmo tempo que enaltecia as vantagens do novo processador da casa, o já famoso Kirin 970. Para a marca chinesa, este processador é o primeiro que combina o poder da Cloud com a velocidade e a capacidade de resposta do processamento de Inteligência Artificial nativa. Mas o que quer isto dizer e o que significa uma Unidade de Processamento Neural?

“À medida que olhamos para o futuro dos smartphones, constatamos que estamos no limiar de uma nova e excitante Era”, disse Richard Yu, CEO da Huawei Consumer Business Group. O responsável realçou que “a Huawei está empenhada em tornar dispositivos inteligentes em dispositivos ainda mais inteligentes criando capacidades end-to-end que suportam o desenvolvimento de chips, equipamentos e da cloud. O objectivo final é proporcionar uma experiência ao utilizador significativamente melhor. O Kirin 970 é o primeiro de uma série de novos avanços com recursos poderosos de IA para os nossos dispositivos, que vão ajudar a ultrapassar a concorrência.”

Após anos de desenvolvimento, a Cloud AI (artificial intelligence) tem sido amplamente aplicada, porém ainda existe espaço para que a experiência do utilizador seja melhorada a vários níveis, incluindo na latência, na estabilidade e na privacidade. A Cloud AI e o On-Device AI complementam-se. O On-Device AI oferece capacidades de deteção fortes, que são fundamentais para a compreensão e assistência às pessoas. Os sensores produzem uma grande quantidade de dados em tempo real, contextualizados e personalizados. Sustentados por recursos de chips de processamento forte, os dispositivos tornam-se mais “atentos” às necessidades dos utilizadores, oferecendo serviços verdadeiramente personalizados e acessíveis. No fundo, a Huawei define todo este ecossistema numa única fórmula “Mobile AI = On-Device AI + Cloud AI.”

O Kirin 970 é a primeira plataforma móvel de computação IA da Huawei que conta com uma Unidade de Processamento Neural dedicada (NPU) e uma nova arquitectura de computação que oferece até 25x o desempenho com 50x maior eficiência. Simplificando, o chipset do Kirin 970 pode executar as mesmas tarefas de computação IA mais rapidamente e com muito menos energia. Num teste de reconhecimento de imagem de referência, o Kirin 970 processou duas mil imagens por minuto, tornando-o mais rápido do que os outros chips no mercado.

A Huawei reforça que os novos desenvolvimentos em IA exigem um esforço conjunto em toda a cadeia de valor, envolvendo dezenas de milhões de programadores com experiência, juntamento com o feedback de centenas de milhões de utilizadores. A tecnológica está a posicionar o Kirin 970 como uma plataforma aberta para a IA móvel, abrindo o chipset para programadores e parceiros que podem encontrar novos e inovadoras utilizações para as suas capacidades de processamento.

Este novo processador estará presente no futuro topo de gama da marca, o Huawei Mate 10 que será apresentado em Munique já no próximo dia 16 de Outubro.

(o Voicebox esteve presente na IFA a convite da LG)

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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