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(antes de mais, peço desculpas por não apresentar fotografias do ensaio decorrido. Ao lado de outras, sofreram um "sumiço" digital que ainda procuro resolver)

A Mazda renovou toda a sua gama e tem, neste momento, um leque de propostas invejável, com grande salto qualitativo em termos de materiais e níveis de acabamentos, uma expressiva aposta nos equipamentos de segurança activa e passiva, e tudo isto vestido com roupagens de paixão, um design muito conseguido e eficaz, para terminar com preços atractivos e motorizações plenas de eficácia.

O problema é… o condutor português. Independentemente de adorar logotipos caros e fazer as suas escolhas à medida das possibilidades, nunca admite olhar outras marcas que não tenham uma forte presença social. Mas se atentarem à longa designação deste modelo, tenho a certeza que muitas cabeças poderão mudar. Querem ver? Mazda6 2.2 SKYACTIV-D 175 AT Excellence Leather Cruise TAE Navi Sedan!

É ou não especial?

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O Mazda 6 é o topo de gama da nova geração. Calhou-me um vermelho para ensaio e que pinta me emprestou. Todos o olharam de cima a baixo. Quando estacionava, ficava por momentos a admirar os olhares dos interessados. E não eram invejosos, apenas muito curiosos. Nota máxima para esta berlina que consegue atrair atenção quer em preto, cinzento ou branco. Em versão carrinha ou sedan, deslumbra por todos os ângulos.

Seguindo a filosofia de design Kodo e a tecnologia Skyactiv que aposta em motores e transmissões mais leves, a renovada Mazda aposta num design moderno e apelativo e, acima de tudo, dotou os seus modelos com tudo (ou quase tudo) o que há de mais recente em termos tecnológicos.

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Mal nos sentamos ao volante percebemos que estamos num carro de segmento superior. Não de ultra luxo, mas de extremo conforto e cuidado nos apontamentos. Está bem construído, bonito e apelativo. Os bancos em pele, com comandos eléctricos e aquecidos, apoiam-nos de imediato e é com facilidade que encontramos a posição de condução perfeita. Há muito espaço para os ocupantes e as viagens prometem passar depressa sem afectar minimamente o conforto.

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De realçar, o comando rotativo e o ecrã de 7”. A Mazda aposta tremendamente nesta solução, mas há opções um tanto ou quanto mais modernas e apelativas. Contudo, é fácil de entender à primeira e de comandar através do sistema incluso. De salientar que a qualidade de som a bordo é fenomenal.

Beleza, tratado, conforto e luxo, tratado, tempo para o mais importante: a segurança! E, meus amigos, a lista é tão longa que vou tentar ser breve. Tentar. Mas vale a pena perceber onde gastou a Mazda a maior parte do dinheiro. E ainda bem.

Só o condutor pode ver as informações do head-up display. Contudo, acho que esta solução de um pequeno painel transparente por cima do tablier pode até distrair um pouco quem guia, pois obriga-nos, por momentos, a desviar o olhar. Nada de grave, mas um pouco mais elevado será perfeito, embora compreenda que possa incomodar quem não gosta deste tipo de soluções.

Em viagem, ouvi de vem em quando um daqueles sons de alarme e uma luzinha surgia no Head-Up display. Tratava-se do sistema “Lane Keep Assist” que percebe quando nos desviamos da nossa faixa de rodagem e, automaticamente, corrige a direcção. O caso complica-se quando o sistemaentende que, por algum motivo, tiramos ambas as mãos do volante. Aí apita de forma mais veemente e outro sinal surge no head-up display.

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Há automatismos para todos os gostos e necessidades, desde o muito apreciado Hill Launch Assist que dá um jeitaço nas calçadas lisboetas, como a travagem automática para evitar pequenos acidentes no caótico e lento trânsito urbano, tanto para a frente como para trás e até mesmo em viagem. A primeira vez que guiei um automóvel que travava sozinho em plena autoestrada quando estava mais próximo do que considera a distância adequada, foi ao volante da Volvo XC60 e, confesso, que me perturbou um pouco até que me obrigou a entender os timings para guiar de forma a evitar esse tipo de confronto entre a vontade da máquina e o desejo do Homem.

Na Mazda, este sistema denomina-se Mazda Radar Cruise Control e, talvez por causa dessa e de outras experiências, já não me foi tão difícil perceber e lidar com as variações de velocidade, recuperações, travagens, etc. Contudo, continuo a não gostar muito de ser controlado por sensores e chips. Existem muitas siglas mais, e se estiverem mesmo interessados, vale bem a pena dar uma olhada no site oficial que tem a explicação de todas as designações.

Se forem como eu e gostarem de viajar à noite, saibam que a Mazda dotou este 6 com novos faróis Full Led com um dos sistemas mais importantes de todo o conjunto: High Beam Control, ou seja, gere de forma automática o feixe de luz projectado, adaptando-os às características da estrada ou ao trânsito que nela passa. É apenas… fenomenal e um grande ajudante para a constante troca entre máximos e médios. Isto sim, tecnologia que não só se sente, com se vê.

Por este ligeiro resumo, ficam a entender porque gostei tanto de guiar este novo Mazda 6. E já disse que é muito bonito?

Temos ao dispor 175 vigorosos cavalos (para quem gosta de dados técnicos: 129 kW/175 CV às 4.500 rpm & 420 Nm às 2.000 rpm) nesta motorização diesel com duplo turbo variável e sistema i-ELOOP, muito agradáveis e disponíveis, tornando a tarefa de quem guia bem mais fácil, tanto em estrada como na cidade. É vigoroso sem ser brutal e é muito fácil ultrapassar os limites legais. Paralelamente, oferece um enorme prazer de condução, principalmente para quem gosta de sentir o carro e dominá-lo ao fazer curvas atrás de curvas.

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É um carrão familiar, com muito espaço para todos (referência no segmento para joelhos e pernas), e os mimos para o condutor reflectem a estratégia Mazda em querer oferecer o melhor dos mundos: câmara de vídeo traseira, ligação à internet (podemos, quando parados, aceder ao facebook ou Twitter, por exemplo) e uma bagageira nesta versão que chega aos 480 litros. Até os consumos são uma surpresa. Bom, nem tanto, se tivermos em conta os demais modelos Mazda. Se a marca aponta 4,5 l aos 100, posso dizer que consegui pouco mais que isso, em estrada aberta e sempre na velocidade máxima permitida por lei. E este sim, é um excelente tónico para dar ainda mais vontade para comprar este sedan.

PVP: 44.776,52 (versão ensaiada)

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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