2017 promete ser espectacular no que toca à tecnologia, reforçando linguagens actuais, dando novo fôlego ao que parecia estar parado e apostando cada vez mais numa realidade alternativa.

O Windows Phone morreu, viva o novo Windows Phone?

Uma previsão que faz sonhar

Não é difícil gostarmos de manusear um Nokia Lumia com sistema operativo Windows 10 Mobile. Tudo está bem afinado para permitir usar máquinas menos poderosas, tem um design que pode ser personalizado ao ínfimo pormenor, dá gosto olhar para o ecrã e ver os mosaicos animados e os terminais ainda são um regalo para os olhos (falo do meu Lumia 830, por exemplo). Então o que falhou? Por um lado, a armada Android não dá tréguas a ninguém, por outro faltaram Apps, muitas delas cruciais para o dia a dia de quem já não passa sem o seu “pequeno computador de bolso”. Já se anunciou a morte do sistema por algumas vezes e, a ver pelo que surge no mercado, tudo tem estado parado o que dá razão e força ao óbito. Acontece é que a Microsoft não gosta de perder nem a feijões e uma das suas parcerias, a toda poderosa HP, já mostrou e encantou o mundo com o super Elite x3 equipado com Continuum, ou seja, a possibilidade do smartphone ser usado como se fosse um computador, ligando-o a um monitor ou a um televisor por cabo ou por Dock. Então o que podemos esperar para 2017? O muito badalado Windows Phone Surface da Microsoft parece ser uma aposta segura e que vem reforçar o actual portfolio da marca que já conta com um All in One, um super dois em um e o sucesso de vendas Surface. Para já existe um claro desenvolvimento técnico que pretende trazer emuladores x86 para os processadores ARM para fazer do Windows 10 uma possibilidade para o Outono (Redstone 3).

O regresso da Nokia em que nada será como dantes 

A recente história da outrora gigante finlandesa tem sido um constante mudar de mãos. Em 2013, foi comprada pela Microsoft por uma fortuna avaliada em 7.2 biliões de dólares, mas como se leu aí em cima, esta aposta foi um tiro no pé e a gigante de Redmond vendeu-a (deu) por 350 milhões às HMD Global e FIH Mobile, esta última pertença da Foxconn. A nova companhia HMD tem a exclusividade do nome Nokia para os próximos 10 anos e pode colocar no mercado novos Smartphones e Tablets a seu bel prazer. Esta nova Nokia apostará, pelo que se sabe, no S.O. Android, com os primeiros modelos a serem apresentados ao mercado já durante o Mobile World Congress de Barcelona no final de Fevereiro. Para já, anunciou dois telemóveis de entrada, os modelos Nokia 150 e Nokia 150 Dual SIM com sistema operativo Nokia Series 30+ e que serão vendidos, em alguns mercados, por 25€.

O último fôlego da Apple com o iPhone 8

Um dos muitos concepts que se encontram pela net

Mesmo com os astronómicos lucros que consegue ano após ano, o certo é que a gigante californiana está a passar por um mau bocado. As vendas dos últimos iPhones estiveram muito abaixo do pretendido, o iWatch não deu a volta à cabeça de toda a gente, um segundo ecrã nos Macbook Pro não conheceram um aplauso unânime e diz-se que a qualidade dos produtos não é a mesma. Se aliarmos tudo isto ao facto que a marca tem perdido utilizadores denominados “hardcore” para Windows, o alarme estará, decerto, a tocar 24/7. Os rumores apontam 2017 (o iPhone comemora uma década) como o ano da revitalização da imagem  e há que conseguir um produto tão disruptivo que encante novamente o mundo tecnológico. Fala-se muito do iPhone 8 que inovará com um ecrã Oled que será curvo até à traseira do corpo, e cujas acções tácteis possam variar de funções conforme o local onde pressionamos o ecrã. Interessante é também a mudança de fornecedor: será a Samsung a produzir os ecrãs Oled plásticos para a Apple, destronando a LG que está focada em conseguir produzir ecrãs dobráveis para si própria, Google e Microsoft.

Samsung atacará em duas frentes: um super S8 e um inovador “concha” com ecrã dobrável que se designará por Galaxy X

Não faltam estudos sobre os novos “concha”

Depois do desaire que vitimou o Galaxy Note 7, a Samsung tem de lançar qualquer coisa de extraordinário durante este ano para continuar a apagar os efeitos realmente nefastos da “explosãoGate”. Para o conseguir, nada melhor que estar a trabalhar em dois projectos, um mais realista e outro totalmente inovador. O que já sabemos sobre o anunciado Galaxy S8 é que terá um ecrã 4K, uma câmara dupla posterior, scanner de íris melhorado, mais segurança e um assistente pessoal muito avançado e artificialmente inteligente que aprenderá os nossos costumes e manias. Já com o badalado Galaxy X de ecrã dobrável (ou seja, a marca faz ecrãs Oled para a Apple mas apostará num design que pode marcar a nova tendência), vamos assistir ao regresso dos telefones de formato “concha” que tanto sucesso conseguiram nos anos 90. Na verdade, pode ser o melhor de dois mundos, pois teremos acesso a um terminal que, dobrado, será pequeno o suficiente para se poder transportar facilmente num bolso, mas que aberto permitirá uma super utilização tipo tablet. Ainda é cedo para se falar de características técnicas, mas o conceito em si agrada-me bastante.

E mais, muito mais!

De resto, todas as marcas irão apresentar novos modelos: esperam-se novidades em Barcelona com os novos Huawei P10 (três variantes), Sony XZ7 (também em três variantes), um renovado LG G6, o Xiaomi Mi7 e o HTC 11, entre muitos outros.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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