Uma coluna perfeita para ambientes descontraídos, escritórios, quartos, enfim, onde podemos estar sozinhos ou bem acompanhados. Os amigos das festas e dos "megawatts" podem procurar noutro lado.

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A Sony continua a lançar anualmente novas propostas para a “música em movimento” num design moderno, sofisticado e com acabamentos de qualidade. Se nas colunas maiores a marca nipónica apresenta argumentos difíceis de ultrapassar, é nos formatos mais pequenos e com menor potência que existe a grande batalha entre inúmeras marcas, das mais conhecidas e respeitadas a newcomers que trazem rebeldia, originalidade nos conceitos e armas para guerrear. É neste enquadramento que encontramos esta pequena e muito transportável Sony SRS-X33. Vamos ouvi-la?

Têm-me passado muitas e boas colunas pela redacção. São equipamentos cada vez mais capazes de substituir uma tradicional micro-Wifi que à sua época tomaram o lugar do leitor de cassetes com rádio. Mas não fiquem chocados: duas colunas separadas valerão sempre mais que um bloco, nste caso, que oferece 20 W com radiadores passivos duplos (34mm), nem que seja pela imagem estereofónica. Mas hoje em dia, em que estamos cada vez mais sozinhos com as nossas preferências, tanto em momentos de lazer como a trabalhar – e que não nos podemos dar ao luxo de utilizar auscultadores -, uma pequena coluna é o ideal para nos “sentirmos em casa” desde que não atrapalhemos a vizinhança. A forma (18,5 x 6 x 5,9 cm) e o peso (730 g), aliados a uma bateria que aguenta 12 horas, permite mesmo levarmos o nosso compositor preferido até ao jardim para beber um refrigerante ou à praia para comer uma bola de berlim. Há mais vantagens (e também desvantagens), mas o objectivo é simples: portabilidade com o máximo de qualidade. A Sony sabe disto e tem pergaminhos, daí que não tem espaço de manobra para errar.

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A minha anterior experiência com este formato foi também com uma Sony, mas em gama colocada no extremo oposto: a muito nobre, tecnológica e onerosa X-99 (ensaio para breve) que passou por cá depois da muito competente e Hi-Res X-88 (ler ensaio). Com os ouvidos viciados nesses resultados, foi com alguma preocupação que olhei a X-33. Não pelo pacote, mas porque poderia ser injusto na apreciação, visto que vinha dos 80 para o 8 (ainda existe uma coluna de entrada, o perfeito cubo de viagem, SRS-X11 em ensaio aqui), mas não posso colocá-la no mesmo cesto.

Emparelhar qualquer tipo de equipamento com bluetooth e/ou NFC é muito fácil, seguindo os passos tradicionais. A X-33 tem meia dúzia de botões no topo, quatro com Led luminoso, que nos garante o controlo do volume +/-, emparelhamento, botão Sound (enriquecimento sonoro com maior processamento digital), on/off e telefone. Podemos dar pela falta de botões retrocesso/avanço de músicas, mas como o fazemos através do reprodutor, não chega a ser um drama. Perguntam “mas então, pelo mesmo princípio, qual é o interesse de ter os botões de volume?” ao que respondo, neste preciso momento em que escrevo estas linhas, é-me confortável baixar o som ou aumentá-lo para atender uma chamada, evitando ter que tocar no reprodutor (que pode muito bem ser o smartphone). Há sempre uma lógica nestas coisas, não é?

Mas vamos à tecnologia e à qualidade do som, pois é disso que se trata. Já mencionei que a X-33 é pequena e transportável, mas inclui as principais tecnologias Sony: amplificador S-Master, motor de melhoramento digital DSEE e reprodução Clear Audio+.

Chega a hora para apresentar o LDAC, o novo codec Bluetooth com que a Sony equipou esta coluna e que garante maior transmissão de dados (3x mais) que o codec convencional, aptX. Ora mais dados, melhor resultado, certo? Certíssimo! E nota-se muito bem! Esta X-33 é riquíssima em pormenor, com agudos muito definidos e graves, sim, graves, encorpados e distintos. É até um pouco curioso que me tenha feito desaparecer as saudades da X-99 (talvez porque também custa 1/10 do preço), sendo mais transportável e útil para se levar de um lado para o outro. Mas (há sempre um mas)…

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Não podemos comparar David contra Golias. A X-33 é fantástica para se ouvir em ambientes calmos, relaxados, sociais (ao jantar, em conversa com um grupo de amigos) e até um pouco mais alto, mas nunca, repito, nunca, com o botão de volume no máximo (piora se o máximo também for o volume do reprodutor): acontece aquilo que qualquer apreciador de música tenta evitar, a malvada distorção. Bem verdade, com “as goelas” puxadas ao extremo, a X-33 demonstra que não há milagres e obriga-nos a baixar o volume. E isto acontece em todas as músicas que tenham um “gravão” puxado.

E é este o ponto que se tem de ter em consideração aquando a compra. A SRS-X33 é perfeita para o tipo de utilizadores:

a) que gostem de música cheia, preenchida, com presença, mas que a ouçam a níveis confortáveis, portanto, num escritório, divisão da casa, qualquer espaço contido.

Mas não é indicada para:

b) grupos de malta que gosta de algazarra, festas, praia com todos e danças em grupo.

Se for A), esta pode muito bem ser a coluna perfeita. Se for B), esqueça.

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Na traseira encontramos uma ligação microUSB para recarregar a bateria (o que é perfeito, pois há sempre um cabo destes em todo o lado) e uma ficha 3,5mm para ligar uma fonte mais antiga ou que não possua bluetooth/NFC. Existem várias cores para quem leva a decoração ao extremo.

Em suma, tenham atenção a esta X-33, vale bem o preço que custa e tem uma qualidade ao nível das sofisticadas Bose.

PVP: 170€

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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