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Quem me conhece por aqui (e também fora), sabe que levo muito a sério o equipamento que utilizo no dia a dia, principalmente se ele me pode afectar directamente a saúde, como é o caso de qualquer tipo de auscultadores. Continuo em busca do Santo Graal, que encontrei em vários modelos com fio que usei ao longo da vida (alguns espectaculares que se foram gastando com o uso), mas busco agora um modelo de características dignas e que não custe uma fortuna, como por exemplo o Samsung Level Over (ler ensaio aqui) ou um modelo Beats Studio Wireless que rejeito imediatamente devido à loucura de preço apresentado.

E eis que me chegaram os novos Sony ZX770BN. Fiquei muito curioso, pois a marca nipónica tem conseguido manter a tradição qualitativa, mesmo que novos players surjam no mercado (enfim, nalguns mercados) com soluções muito interessantes.

A construção não é de topo. Muito plástico, alguns ruídos quando o torcemos, mas como são extremamente leves, até desculpo. A leveza é obrigatória neste tipo de equipamentos, principalmente para pessoas que, como eu, passam horas com eles nos ouvidos. E se foi neste campo que os Level Over não me seduziram, os Sony são tão leves (240 g) que mal se sentem. Melhor, ao contrário da proposta sul-coreana, consegui ficar com eles colocados durante várias horas sem qualquer desconforto, geralmente associado ao aquecimento nas orelhas, o que só me aconteceu com dois ou três pares durante a minha vida. E se só por isto já fiquei fã destes Sony, faltava experimentar vários elementos musicais para sentir a qualidade.

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Os comandos estão bem colocados e são de fácil memorização. Na concha direita, estão colocados o controlo de volume e reprodução/pausa. Atenção que o botão pausa tem dupla função, pois liga e desliga as chamadas telefónicas. Sim, estes Sony têm essa função e um microfone bem colocado e quase imperceptível. Na esquerda temos o Power, entrada microUSB para recarga, entrada 3,5mm, botão de função NC (cancelamento de ruído), o microfone e o botão reset.

Se por um lado é fácil fazer o emparelhamento quer por bluetooth quer por NFC, fiquei muito desgostoso quando percebi que não são compatíveis com as normas dos mais recentes televisores, o que para mim foi um golpe profundo. Preciso de uns auscultadores sem fio que possa emparelhar com qualquer TV recente e assim ver e ouvir filmes a horas menos próprias, deixando a família descansar. Com pena, estes ZX770BN não passam neste teste. Por outro lado, e para mitigar este meu drama, têm o sistema AptX que melhora a qualidade áudio em bluetooth.

Estes Sony têm três tipos de modos de audição, coisa estranha e que não se entende à primeira. Aliás, só depois de ler o manual e as funcionalidades é que descobri esta realidade.

No modo 1, optamos pela qualidade standard, ou seja, os mínimos possíveis. Garante mais tempo de bateria e uma conexão por Bluetooth mais estável. Esta situação seria perfeita para “ouver” filmes na TV…. adiante. A opção mais qualitativa liga o AptX para melhorar a qualidade e também o ACC.

O cancelamento de ruído é outra das características deste modelo Sony e pode ser activado num destes modos. Contudo, não o achei tão poderoso quanto os que já experimentei noutros modelos, com os Bose “à cabeça”. Contudo, podemos escolher três modos (Air Travel, Ambient Noise e Ground Travel) e a coisa funciona. Realço que estes são auscultadores wireless e este tipo de tratamento não é tecnicamente fácil de conseguir.

Com o cabo ligado, o som melhora, tornando-se um pouco mais vibrante e “vivo”, o que também já esperava. Neste caso, os filtros acima são mais presentes e conseguimos entrar no tal mundo que é só nosso. Mas é por bluetooth que eles vão ser usados e posso dizer que, pelo preço a que são propostos, podem ser o modelo quase perfeito, pois são bem mais em conta que propostas semelhantes. O meu único problema tem a ver com o emparelhamento televisivo. Mas para todos os que procuram um bom par de auscultadores, com som depurado, consistente e até vibrante, podem ficar por aqui. É a opção certa.

PVP: 190 €

 

 

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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