Toshiba Satellite CL10, o ensaio a um portátil de entrada muito útil como segundo computador para férias ou viagens de trabalho

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Toshiba Satellite CL10, o ensaio a um portátil de entrada

Procuram um portátil muito leve e em conta? Eles existem, mas atenção: servem apenas para o básico, como surfar na net, ver uns vídeos (pode ser através de streaming), editar uns documentos na suite Office, ter uma colecção de música (não muito grande, pois o disco é pequeno), em suma, para tudo o que não puxe muito pelo processador e demais especificações técnicas.

Contudo, porque é que gostei deste Toshiba Satellite CL10 e o transportei para muitos lados? Porque é um equipamento muito jeitoso que me serviu a redacção do Xá das 5 e Internext. Não preciso de muito mais, pois posso escrever e editar os textos com rapidez, pesquisar ou editar imagens e tudo isto num tamanho mini e transportável: o Satellite CL10 tem um ecrã de 11,6″ (1366 x 768) com 135 ppi, uma espessura máxima de 20mm e pesa apenas um quilo.

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O processador Intel Celeron (N2840 a 2.16GHz) está na base da gama da “casa” e contamos com apenas 2GB de RAM (os smartphones começam a surgir com 3 e ainda este ano com 4GB). Mas o que pode mesmo complicar a vida é a memória interna com apenas 32 GB eMMC que se vê reduzida a 28GB devido ao Windows 8.1 e outro software que poderia muito bem ser de instalação opcional (Microsoft Office, CyberLink Media Player, Evernote, WinZip e McAfee). Mas nem tudo é mau: existe uma entrada para cartões SD com até 64GB e por esta forma ficamos com  mais espaço disponível para conteúdos como música, filmes, fotografias e documentos. Aliás, é meu conselho pensarem logo em gastar dinheiro neste cartão, pois só desta forma poderemos olhar para o pequeno Toshiba como um “computador” e não um tablet com teclado fixo e sem ecrã táctil.

As tomadas estão bem distribuídas: na lateral esquerda, o botão on/off, a entrada para o cabo de alimentação, fichas HDMI e USB e a citada para cartões SD. Na lateral direita mais uma ficha USB mas neste caso 3.0 e a entrada para auscultadores por meio de uma ficha 3,5mm. Tudo muito simples e com espaço. Por falar nele, o teclado é tipo chiclete e os técnicos nipónicos decidiram diminuir o tamanho das teclas para conseguir um espaçamento maior entre elas. Na verdade, e para o que serve, é um teclado rápido e, para a dimensão, bastante confortável, mesmo que se sinta o plástico das teclas e que se oiça o seu mecanismo. O trackpad tem e dois botões físicos “reais” para ajudar às tarefas e é muito suave e responsivo, mas para mim é pequeno demais e podia estar mais centrado.

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O ecrã não é muito luminoso, mas tem um tratamento fosco que consegue uma melhor relação – e não ser uma ralação – com quem o usa numa esplanada, que tem sido o meu caso. Claro que não posso deixar-lhe incidir a luz do sol, mas são poucos os portáteis de topo que se safam nesse grande teste. Mesmo com claridade do dia lisboeta mas com o brilho do ecrã puxado ao máximo e posicionado no ângulo certo, é fácil trabalhar um documento. Não é tão bom para se ver um vídeo, mas lá está, não há milagres por este preço.

Preço que nos apresenta uma boa construção com uma tampa em plástico de cor tipo champanhe e um design característico da marca, mas melhor conseguido neste pequeno volume. Tudo está bem feito, equilibrado, montado, com o já citado teclado a dar boa conta de si.

O funcionamento é muito silencioso, graças ao cartão eMMC, a sua maior vantagem (em termos mecânicos). Mas em rapidez ganha por pouco em relação a um disco com elementos físico, mas vence no capítulo do peso. A bateria também é pequenita, com apenas 26 Wh, mas aguenta uma boa tarde de trabalho sem qualquer queixume. Claro que há quem trabalhe duas horas, mas aponto para os que fazem três vezes mais. Em termos de velocidade net, e devido ao adaptador 11n, pode ser mais lento que o normal, o que implica alguns engasgos no stream de um vídeo da Netflix, por exemplo, mas logicamente todo este comportamento está também limitado à velocidade e equipamento que temos em casa.

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Concluindo, gostei bastante deste mini-portátil para uma utilização fora de portas, principalmente, devido à portabilidade e tamanho. É um belo segundo equipamento para levar para férias, por exemplo, mas tecnicamente não chega para uma utilização mais intensa. Mas também não é para isso que a Toshiba o propõe, mas a piscar o olho a quem pretende uma máquina simples e que faça o básico como os ChromeBooks.

O factor preço é o grande trunfo, pois está bem abaixo de um tablet com teclado acoplado, para apontar o principal adversário em Portugal. A maior falha, mas que se compreende pelo preço, é a falta de um ecrã táctil. De resto, está lá.

PVP: 299€

 

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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